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Com tiragem aos Domingos (periodicidade nem sempre regular), este Blog muito próprio, insiste em dar voz ao lado não profissional de mim mesmo. Nele escrevo sobre assuntos mundanos e corriqueiros, meus hobies e interesses: Genealogia, Gastronomia, Filatelia, Numismática, Malacologia, Entomologia, recordações de infância e juventude, animais de estimação, imagens antigas (este fundo é o da praça Alexandre Albuquerque na época em que nasci, sendo minha casa a 2ª a contar da esquerda), etc.

- Conceitos inerentes à Lei Escoteira
Honra, integridade, lealdade, presteza, amizade, cortesia, respeito e proteção da natureza, responsabilidade, disciplina, coragem, ânimo, bom-senso, respeito pela propriedade e auto-confiança.
Achei estranho a cor azul dos lenços que o escalão etário de meus filhos usava. Este escalão denominava-se agora "Navegantes", nome bem diferente do que ostentava no meu tempo, o mesmo escalão. Intrigado perguntei a razão e ... fiquei a saber que a organização fora na época (a 1ª República) "convidada" a "apagar" o nome desse escalão e a adoptar outro, sobre pena de não ....
O nome desse escalão era: pioneiros ! ou seja o mesmo dos pupilos da organização de massa que, cronológicamente lhe seria em Cabo Verde, posterior.
Vejam agora este clip de vídeo, que enaltece as virtudes do Escotismo:
Mas eu tenho um objecto que começa por contrariar este fantástico pensamento de Fernando Pessoa: é um boneco que, caricaturando ... Fernando Pessoa, segura por intermédio de um íman, um abridor-de-garrafas metálico em forma de guitarra. E daí? perguntam vocês! É que ele me foi oferecido há mais de trinta anos pela minha mulher (então namorada) e nunca se extraviou. Além disso, sob o sacrifício da então estudante que gastara todas as suas economias para comprar esta que foi a sua primeira prenda para mim, o boneco (já velhinho e sem chapéu) adquire um valor crescente à medida que os anos passam, como símbolo de ...agora sim..."momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". (vejam aqui, outros pensamentos de Pessoa)
... qual perseguição de Fernando Pessoa, Ricardo Reis, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, ou que raio que o homem se chama, me surge esta foto que ao lado vos apresento. Pessoa tinha tantos heterónimos que a sua própria identidade acabava por passar despercebida, levando até a que fosse chamado por sua namorada Ophélia Queiroz de "Ferdinand Personne" para ironizar que ele era um "Fernando Ninguém"!
No passado dia 30 de Outubro completei 51 anos de idade e fiz questão de os comemorar com um copo de Pastis 51. Mas porque será que me deu na tola, fazê-lo desta maneira? Eis algumas razões:
Hoje, 19 de Outubro 2008, este grande humorista português que responde pelo nome de Raul Augusto Almeida Solnado fez 79 anos! Ainda rijo e valente, parece que irá para o ano (o ano de seu 80º aniversário) brilhar de novo na RTP (clique aqui). Tornou-se num grande actor, mas eu ainda o prefiro como aquele humorista dos anos 60 do século XX.
oa (entre 1962 e 1963). Esta estadia em Lisboa, foi para mim marcante, visto estar associada à primeira viagem que fiz, tinha eu 5 anos apenas. A família seguira (mais a vovó Candinha, sogra de meu pai) para Lisboa no navio motor Alfredo da Silva e regressara um ano depois no Manuel Alfredo (o navio gémeo do primeiro). Saudosos navios! Mas estas aventuras náuticas ficarão para uma próxima crónica.

* mensagem da UNESCO traduzida para português: clique aqui"Acredita-se que o corte tradicional de pêlos em forma de bracelete nas pernas era usado antigamente nas caçadas na neve, onde a maioria do pêlo era tosado baixo para facilitar a natação do cão, mas as juntas, pulmões, coração e rins eram mantidas com pêlo alto para protegê-los do frio. O pompom no fim do rabo servia como uma "bandeira" para ser avistado pelos donos enquanto o Poodle mergulhava no fundo da água"

Assim o fiz e meu palato e pituitária me deram todas as indicações de que tinha uma nova estrela da pastelaria na minha família: Mélanie Sofia. Disse logo à Garda que ela já tinha uma sucessora na arte pasteleira e quiçá uma rival!
Como já vos tinha dito, muitas das horas de minha adolescência, passei-as a estudar e a coleccionar insectos. E a ordem mais atractiva aos olhos é sem dúvida a dos Lepidoptera ou das borboletas e traças. Mais um livro da colecção "Ver e Saber" da Verbo, me ajudou a apreciar estes coloridos insectos. Em Cabo Verde encontramos uma variedade razoável de lepidópteros, desde vistosas borboletas diurnas, cinzentas "bambalutas" nocturnas, traças e singelas pequenas borboletas.
A lagarta deste animal é estranha e tem dois falsos olhos (as manchas que aparecerão nas asas mais tarde). Uma vez, recolhi algumas destas belíssimas lagartas (gorduchinhas) e coloquei-as numa caixa envidraçada onde tive o cuidado de inserir várias folhas de limoeiro. Poucos dias depois começou o processo da metamorfose. As crisálidas já não eram tão bonitas mas deixaram escapar mais tarde as lindas borboletas que ansiosamente esperava. Encontrei na Internet uma montagem de fotografias que retrata esta evolução e apresento-a ao lado.

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filho desse casal e não obstante a influência da beleza das diferentes mulheres deste paradigmático indivíduo conhecido por Chico Gaiola, têm todos o cunho indelével dos traços de Francisco (cabelos grisalhos precoces dos Rezende e lábios finos dos Mascarenhas). Vejamos então alguns destes "galãs de cinema": quatro são filhos de Francisco Xavier de Rezende Mascarenhas e os restantes quatro são netos. Passando o cursor (ou fazendo um clique) sobre uma foto, pode-se saber quem é o pai (ou a mãe se esta for filha de Chico). Um clique sobre a pergunta "Quem sou?" leva à página genealógica respectiva.






Como já é do vosso conhecimento pelo artigo (Kutum Ben Ben, dan papa pan dau leti...) que publiquei em Março 2008, desde cedo tive uma paixão pela entomologia, pelo que, além de estudar os insectos da terra, fazia colecção deles. Este gosto adveio da leitura (aos 11 anos) do livro "o Mundo dos Insectos" da colecção Ver e Saber da Verbo.
onde pretende construir o ninho e começa a trabalhar essa bola em anéis que irão formar células oblongas. Enquanto faz este trabalho emite um som típico: fon-fon-fon-foooon-fon, donde o nome onomatopaico que lhe deram aqui em Santiago. No Fogo "fonfon" é uma outra vespa e o nosso querido Sceliphron spirifex é em São Nicolau conhecido por "bananinha séca". NB: no Fogo o Sceliphron spirifex é conhecido por "custon fagássa".
uma célula, deposita dentro um ovo e vai à caça de aranhas saltitonas (os "cachorrinhos-lau-lau" por exemplo) e outras pequenas aranhas que caça sem piedade. Enche as células dessas aranhas vivas, mas por ele paralisadas (comida para o filhote) e tapa com lama.
se empilham umas em cima das outras formando a tal casa fonfon que bem conhecemos. Como faz uma célula de cada vez, vai à caça e começa uma nova célula, muitas vezes não encontra a lama no mesmo sítio e a casa (ninho) tem várias cores (fazem-me lembrar algumas construções aqui do burgo).
casas, encontraremos células com as tais aranhas e com larvas de fonfon em diferentes estádios de metamorfose. É muito engraçado observar a reacção do fonfon quando regressa e encontra o ninho danificado: faz um ruído "fonfónico" estridente (como quem manda à pqp) e esvoaça desairado à procura do vândalo (é observar de longe, não vá a vespa ferrar o observador; mas o bicho não é agressivo). E depois se estranha que um insecto tenha... sentimentos!

